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Alexandre Menezes, 19/06/2026 13:19


Cenários para Avaliação de Relatórios — Apresentação para membros das CISAs

Nota: Esta seção foi redigida para apresentação à comissão de presidentes de comissões avaliadoras. A linguagem é acessível ao público não técnico. Compara duas abordagens para o processo de avaliação de relatórios e destaca o papel dos presidentes de comissão em cada uma delas.
Este rascunho está sujeito a revisão e aprovação da comissão.


Contexto

Ao final de cada edital de iniciação científica, orientadores e bolsistas precisam prestar contas do trabalho realizado durante o período de vigência da bolsa. O sistema precisa suportar esse processo de forma organizada, garantindo que:

- Os relatórios sejam submetidos dentro do prazo
- Avaliadores sejam designados de forma controlada
- O resultado da avaliação fique registrado de maneira transparente e rastreável

Foram identificadas duas abordagens possíveis para esse processo. Ambas compartilham etapas fundamentais — o orientador e o bolsista submetem seus materiais e o presidente de comissão designa os avaliadores — mas diferem na forma como a avaliação é conduzida e no resultado que ela produz.


O que é comum às duas abordagens

Independentemente da abordagem escolhida, o processo sempre envolve:

1. O bolsista — ou cada bolsista, em caso de substituição — submete um arquivo com seu relato de atuação na pesquisa
2. O orientador submete um relatório final da bolsa, podendo incluir arquivos e responder a campos específicos definidos pelo edital
3. O presidente de comissão designa os avaliadores responsáveis por analisar os materiais submetidos
4. O edital pode definir um número mínimo de avaliadores por relatório e o limiar de divergência que aciona a convocação de um terceiro avaliador


Cenário A — Avaliação Centrada no Relatório do Orientador

Nesta abordagem, o objeto central da avaliação é o relatório apresentado pelo orientador. O avaliador analisa esse relatório e utiliza os arquivos dos bolsistas como material de apoio para embasar sua avaliação.

Como funciona:

- O avaliador lê o relatório do orientador e os arquivos entregues pelos bolsistas, inclusive o período de atuação do bolsista. No caso de substituições, fica indicado também o motivo da substituição
- Atribui notas em formulário específico que, de acordo com as regras definidas no edital, será computada gerando uma nota ao relatório, que representa o resultado da bolsa
- Em caso de substituição (mais de um bolsista atuou na mesma bolsa), os arquivos de cada bolsista ficam organizados por período de atuação — mas ainda assim é dada uma nota única ao relatório
- A nota do relatório é distribuída igualmente entre todos os bolsistas que atuaram na bolsa; a exceção é o bolsista que abandonou a pesquisa sem formalizar saída, que recebe nota zero automaticamente e tem um impedimento registrado no sistema

Ponto ainda em aberto neste cenário:

- Bolsista que abandona a pesquisa sem formalizar saída recebe nota zero e tem impedimento registrado no sistema. O sistema também prevê outros tipos de impedimento relacionados a relatórios (por exemplo, não entrega dentro do prazo). O fluxo completo para esses casos ainda precisa ser confirmado.


Cenário B — Avaliação Centrada no Desempenho do Bolsista

Nesta abordagem, o foco da avaliação é o desempenho individual de cada bolsista. O avaliador preenche um formulário de avaliação com critérios específicos — definidos e configurados pelo edital — e o sistema calcula automaticamente uma nota final com base nas respostas.

Como funciona:

- O avaliador preenche um formulário de avaliação; os critérios e os pesos de cada critério são configuráveis por edital
- O sistema calcula a nota final do bolsista automaticamente com base nos critérios preenchidos
- Quando há apenas um bolsista na bolsa, essa nota representa o resultado tanto para o bolsista quanto para a bolsa como um todo
- Quando houve substituição (mais de um bolsista atuou na mesma bolsa), a bolsa com todos os seus bolsistas forma um conjunto a ser avaliado; cada bolsista recebe uma avaliação e uma nota individuais
- Bolsista que abandonou a pesquisa sem formalizar saída: recebe nota zero automaticamente e tem impedimento registrado no sistema; o avaliador é informado do contexto antes de avaliar o bolsista que concluiu a pesquisa, de modo a não penalizar indevidamente quem terminou o trabalho


Comparativo entre os Cenários

Aspecto Cenário A Cenário B
--- --- ---
Foco da avaliação Relatório do orientador Desempenho individual de cada bolsista
Resultado gerado Nota do relatório Nota individual por bolsista
Formulário de avaliação O avaliador atribui uma nota diretamente O avaliador preenche critérios com pesos; nota calculada automaticamente
Substituição de bolsista Arquivos organizados por período; nota única para o relatório Cada bolsista recebe avaliação e nota individuais
Abandono de bolsa Nota zero para o bolsista que abandonou; nota distribuída igualmente para os demais; impedimento registrado no sistema Nota zero automática; avaliador é informado do contexto; impedimento registrado no sistema
Transparência para o bolsista Recebe a nota do relatório Recebe sua nota individual com os critérios detalhados
Flexibilidade por edital Campos do relatório do orientador configuráveis Critérios e pesos do formulário de avaliação configuráveis
Esforço do avaliador Menor — um único resultado a atribuir Maior — preencher múltiplos critérios e avaliar cada bolsista separadamente
Demanda sobre o presidente de comissão Uma designação de avaliadores por bolsa Potencialmente mais complexo em editais com muitas substituições

O Papel do Presidente de Comissão

Em ambos os cenários, o presidente de comissão é responsável por:

- Designar os avaliadores para cada bolsa cujo relatório está em processo de avaliação
- Garantir que o número mínimo de avaliadores configurado pelo edital seja respeitado
- Acompanhar os casos em que a divergência entre avaliadores aciona a convocação de um terceiro

No Cenário B, em editais com substituições frequentes, o presidente precisará considerar que uma única bolsa pode gerar mais de uma avaliação, o que pode aumentar a demanda por avaliadores disponíveis e exigir um planejamento mais cuidadoso na distribuição das responsabilidades.


Prós e Contras

Cenário A

Pontos favoráveis:
- Processo mais simples, próximo ao modelo de avaliação já conhecido pelos participantes
- Menor esforço para o avaliador
- Menor demanda adicional sobre o presidente de comissão em casos de substituição

Pontos de atenção:
- Menor granularidade: o bolsista não recebe um detalhamento dos critérios usados na avaliação
- O fluxo completo para casos de abandono sem substituto formal ainda precisa ser confirmado

Cenário B

Pontos favoráveis:
- Nota individual para cada bolsista — resultado mais justo em casos de substituição
- Critérios de avaliação explícitos e configuráveis por edital — maior transparência para o bolsista e para a comissão
- Nota calculada pelo sistema com base nos critérios preenchidos — reduz subjetividade e padroniza o processo
- Tratamento nativo do abandono de bolsa: nota zero automática, avaliador informado do contexto antes de avaliar

Pontos de atenção:
- Processo mais complexo para o avaliador, que precisa preencher múltiplos campos
- Em editais com muitas substituições, o presidente precisa gerenciar avaliações adicionais por bolsa
- Requer que a comissão responsável pelo edital defina previamente os critérios e seus respectivos pesos


Rascunho elaborado a partir da reunião de 20/05/2026 com membros das CISAs. Será disponibilizado para leitura e manifestação para futura implementação.
Última alteração: 19/06/2026 - 10h20